
Excelente, diga-se, em virtude das condições sobre-humanas enfrentadas pelos brasileiros, pois jogar a mais de 4.000 metros é algo que deveria ser proibido não só pelas federações de futebol, mas pela própria OMS.
A desigualdade física é nítida, principalmente no segundo tempo.
E pra piorar a situação cruzeirense, o jogador mais experiente da equipe esqueceu que estava disputando uma simples partida de futebol e aplicou uma esquerda no jogador boliviano, que deixaria o Popó com inveja!
Péssima atitude de Gilberto! Pior do que desfalcar o Cruzeiro na 2ª partida, foi deixar a equipe com 10 homens durante a maior parte do jogo, num lugar onde oxigênio é disputado a tapas! A equipe teve que correr dobrado para suprir a ausência de seu camisa 10.
Para poupar seus jogadores, Adilson Batista foi, mais uma vez, inteligente: ele possui dois laterais que sobem ao ataque com muita frequência. Devido à altitude, ele prendeu o Diego Renan e não deixou Jonathan começar jogando (também porque ele está voltando de uma lesão no tornozelo), colocando no lugar deste o volante Elicarlos, aumentando o poder de marcação azul celeste.
Com a expulsão de Gilberto, Adilson soltou um pouco mais o Pedro Ken e impediu de vez as subidas de Diego Renan. Óbvio que perdeu a referência no meio campo, mas a superioridade do Cruzeiro é tamanha que, mesmo com um jogador a menos, o time continuou melhor na partida e só perdeu essa superioridade na 2ª etapa, quando a falta de oxigênio foi mais forte que a força de vontade.